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Arnaldo Ribeiro critica Ancelotti e Neymar por desrespeito à torcida brasileira após eliminação

Arnaldo Ribeiro critica Ancelotti e Neymar por desrespeito à torcida brasileira após eliminação

A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo já foi um balde de água gelada. Mas o que veio depois, na visão do jornalista Arnaldo Ribeiro, foi a pá de cal no respeito à camisa amarela. O avião fretado pela CBF, que deveria trazer a delegação de volta ao Rio de Janeiro, voltou praticamente vazio. Uma cena que, para muitos, escancara o descaso com a torcida brasileira. Arnaldo Ribeiro critica Ancelotti e Neymar após eliminação do Brasil com uma contundência que ecoa a frustração de milhões. Pra ele, não foi só uma derrota; foi a prova de que, pra alguns, o vínculo com a seleção acaba no apito final.

O voo vazio que simboliza a falta de compromisso

A imagem é forte e, infelizmente, simbólica. Depois da derrota de domingo (5) para a Noruega, a delegação brasileira se desfez como nuvem ao vento. O voo fretado pela CBF para o Rio de Janeiro trouxe apenas o lateral Danilo. O resto? Cada um foi pro seu canto. Dá até pra lembrar de outro episódio que gerou polêmica: o Treino da Seleção Brasileira tem presença de Spike Lee e trote de aniversário em Ancelotti, mostrando que o clima nem sempre foi de seriedade.

  • Neymar e Vinícius Júnior optaram por ficar nos Estados Unidos.
  • Carlo Ancelotti deixou o hotel em Nova York na segunda-feira (6) com destino a Vancouver, no Canadá, onde tem casa.
  • A CBF, em vez de exigir união, liberou geral.

Arnaldo Ribeiro não poupou críticas: “Isso é um absurdo, é um desrespeito de todos os envolvidos, do Ancelotti, que foi pro Canadá, de todos os atletas, da confederação, do chefe da delegação, da assessoria de comunicação”.

Enquanto isso, Danilo, sozinho, representou o profissionalismo que deveria ser padrão. O contraste é brutal e expõe uma ferida que vai além do resultado em campo.

Ancelotti: o técnico que nem sequer voltou

A atitude de Carlo Ancelotti é, pra Arnaldo, uma das mais graves. O técnico multicampeão, que deveria ser a âncora moral do grupo, foi o primeiro a pular do barco. Em vez de retornar ao Brasil pra prestar contas ou ao menos acompanhar a delegação, ele seguiu direto pra Vancouver, no Canadá.

Arnaldo questiona: qual o compromisso de um técnico que, após uma eliminação, não senta pra dar a cara a tapa? “Era o mínimo voltar todo mundo com o rabinho entre as pernas no avião fretado. Chegar no aeroporto, o Ancelotti, os principais líderes, Neymar incluindo, Vinícius incluindo, darem uma entrevista coletiva de satisfação ao povo brasileiro”, disparou.

A atitude sugere desinteresse e uma desconexão com a realidade do futebol brasileiro, onde a cobrança é intensa e a paixão, imensa. Um técnico que não retorna após uma queda demonstra, no mínimo, falta de responsabilidade com o cargo e com a nação que o acolheu.

Neymar: o astro que prefere os EUA

Se Ancelotti foi pro Canadá, Neymar, o principal nome da seleção, escolheu ficar nos Estados Unidos. O camisa 10, que atuou por apenas 23 minutos diante dos noruegueses antes de se lesionar, preferiu não encarar o retorno ao Brasil. Aliás, essa história de minutagem já vinha dando o que falar: Neymar deve ganhar minutos em Brasil x Noruega: por que camisa 10 não merece titularidade e ausência de Paquetá é alívio tático.

Pra Arnaldo, isso é desrespeito puro. “O Neymar, que é o grande ídolo, que deveria ser o líder, some. Fica nos EUA. Não volta. Não enfrenta a torcida. Não dá satisfação”, critica o jornalista.

A atitude contrasta com a de jogadores históricos. Romário, por exemplo, mesmo sendo polêmico, sempre estava presente após as derrotas, enfrentando a imprensa e os torcedores. Neymar, ao optar pelo conforto americano, passa a mensagem de que a seleção é um palco pra sua glória individual, e não uma camisa a ser honrada até o fim.

Danilo: a exceção que confirma a regra

Em meio ao caos, um nome se destaca positivamente: Danilo. O lateral foi o único dos 26 convocados a embarcar no voo da CBF de volta ao Rio de Janeiro. Sozinho, ele representou o profissionalismo e o respeito que deveriam ser a norma.

Arnaldo Ribeiro reconhece o gesto, mas faz uma ressalva importante: “Danilo foi o único. Isso é bonito, mas deveria ser o normal. É uma vergonha que a gente tenha que aplaudir um cara por fazer o mínimo”.

A atitude de Danilo expõe ainda mais a falta de compromisso dos outros. Enquanto ele voltou pra enfrentar a realidade, os astros preferiram o exílio voluntário. É a exceção que confirma a regra de um futebol brasileiro cada vez mais individualista.

O papel da CBF na liberação geral

Mas a culpa não é só dos jogadores e do técnico. A CBF, como entidade máxima do futebol brasileiro, também sai manchada dessa história. Foi a confederação que liberou os atletas pra traçar suas próprias rotas, sem exigir o retorno ao Brasil.

Arnaldo Ribeiro é direto: “A CBF também é culpada. O chefe da delegação, a assessoria de comunicação, todo mundo. Eles permitiram que isso acontecesse. Deveriam ter obrigado todos a voltar, a dar entrevista, a enfrentar a torcida”.

Ao não impor regras, a CBF incentiva o comportamento individualista. Falta punição, falta postura e, acima de tudo, falta uma diretriz clara de que a seleção brasileira é um projeto coletivo, não um trampolim pra interesses pessoais.

Comparação com outras seleções: o que falta ao Brasil?

Olhe pra Argentina, que após eliminações dolorosas, sempre retornou unida. Ou pra França, que mesmo com egos gigantes, mantém a coesão pós-torneio. O que falta ao Brasil? Pra Arnaldo, falta a cultura do coletivo e do respeito. Como mostrou a Escalação do Brasil contra o Egito: Ancelotti testa 5 mudanças e prepara time para estreia na Copa, o time até ensaiou uma reação, mas não sustentou.

“O avião vazio é o símbolo de tudo que está errado. Enquanto outros países voltam juntos, se apoiam e enfrentam a crítica, o Brasil se dispersa. Isso mostra que não há grupo, não há família. Há interesses”, analisa.

A união e o respeito não se constroem apenas com vitórias, mas com atitudes em momentos difíceis. E a atitude da maioria dos brasileiros foi de fuga, não de enfrentamento.

Conclusão: o recado de Arnaldo pra torcedores e jogadores

A análise de Arnaldo Ribeiro é um tapa na mesa. Ele não poupa ninguém: nem Ancelotti, nem Neymar, nem a CBF. Pra ele, a torcida brasileira merece mais do que um voo vazio e jogadores escondidos no exterior.

“Torcedor brasileiro não é idiota. Ele paga ingresso, compra camisa, sofre. E o que recebe em troca? Silêncio. Ausência. Desprezo”, conclui.

Danilo serve de exemplo, mas a mudança precisa ser sistêmica. Enquanto a CBF não impuser respeito e os craques não entenderem que a seleção é maior que eles, o ciclo de frustração vai continuar. O recado de Arnaldo é claro: respeito não se pede, se demonstra. Como aponta a TV Copa, a cobertura do mundial mostrou que o Brasil precisa rever posturas urgentemente.

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Perguntas frequentes

Por que o avião da CBF voltou vazio?

Após a eliminação pra Noruega, a CBF liberou os jogadores pra traçar suas próprias rotas. Apenas o lateral Danilo optou por retornar no voo fretado pro Rio de Janeiro. Neymar e Vinícius Júnior ficaram nos EUA, e o técnico Carlo Ancelotti foi pra Vancouver, no Canadá.

O que Arnaldo Ribeiro disse sobre Ancelotti?

Arnaldo criticou duramente o técnico por não retornar com a delegação, indo diretamente pra Vancouver. Ele classificou a atitude como desrespeito e falta de compromisso, afirmando que o mínimo seria voltar e dar uma entrevista coletiva pra torcida brasileira.

Qual a crítica de Arnaldo Ribeiro a Neymar?

Arnaldo vê a decisão de Neymar de ficar nos EUA como um desrespeito à torcida e à camisa da seleção. Ele argumenta que o principal astro deveria ser o primeiro a dar a cara a tapa após a eliminação, e não se esconder no exterior.

Danilo foi o único jogador no voo?

Sim. Entre os 26 convocados da Seleção Brasileira, apenas o lateral Danilo embarcou no voo fretado da CBF de volta ao Rio de Janeiro.

Arnaldo Ribeiro culpa a CBF pela situação?

Sim. Arnaldo aponta que a CBF também é responsável por permitir a dispersão geral dos atletas sem exigir o retorno. Ele critica a falta de postura da entidade e a ausência de punições pra comportamentos individualistas.


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