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GP da Itália: Gasly conquista 1ª pole, e Bortoleto é 11º por 0s001; veja grid

GP da Itália: Gasly conquista 1ª pole, e Bortoleto é 11º por 0s001; veja grid

Monza sempre teve um jeito de escrever histórias que ninguém esperava. Neste sábado de classificação, o roteiro foi escrito por Pierre Gasly, que quebrou um jejum de 190 GPs para cravar a primeira pole position da carreira e, de quebra, dar à Alpine a primeira pole da sua história na Fórmula 1. O francês cravou 1m21s786 e superou George Russell por apenas 0s060, numa sessão que teve vácuo, estratégia e um quase histórico de Gabriel Bortoleto, eliminado no Q2 por 0s001, mas que larga em 10º.

A pole de Gasly no GP da Itália não é só um feito pessoal. É um sinal de que a F1 2026, com seu regulamento que prometia embaralhar as cartas, começa a entregar. E o detalhe: o francês já tinha vencido em Monza em 2020, mas nunca tinha largado na frente. Agora, ele pode completar o ciclo no templo da velocidade. Para quem acompanha o noticiário, é daquelas histórias que lembram por que a gente ama esse esporte.

1. Contexto: a pole de Gasly em Monza e o jejum de 190 GPs

Para entender o tamanho do feito, é preciso voltar no tempo. A Alpine, equipe com uma longa história na F1, nunca tinha conquistado uma pole position em Monza. Até agora.

Gasly esperou 190 GPs para viver esse momento. Foram anos sendo visto como um piloto sólido, mas raramente como um candidato a pole. A vitória em Monza em 2020, pela AlphaTauri, provou que ele tinha estrela no circuito bretão. Mas faltava a volta perfeita no sábado. Faltava juntar tudo: carro, confiança, estratégia e um pouco de ousadia.

O cenário da classificação foi caótico no bom sentido. O Q3 virou uma aula de uso de vácuo, com Mercedes e Red Bull tentando se ajudar, mas foi a Alpine que levou a melhor. Gasly aproveitou o momento certo, encontrou o espaço limpo e cravou uma volta impecável. Não foi sorte. Foi execução.

O fim de semana começou dramático para o francês, com a FIA retirando pela segunda vez o seu pódio no GP de Mônaco e o chefe da equipe, Flavio Briatore, envolvido em polêmicas com a entidade. Pois bem: Gasly respondeu na pista, do jeito que se responde em Monza, com velocidade pura. Quem viu a classificação de perto sabe que o clima nos boxes era de tensão, mas o piloto manteve a cabeça no lugar.

2. Passo a passo: como Gasly construiu a volta perfeita em Monza

Monza é um circuito de baixa pressão aerodinâmica, onde o carro precisa cortar o ar com eficiência máxima. A Alpine chegou com um acerto de asa traseira menor, apostando na velocidade de reta, mas sem sacrificar demais o meio de curva. O equilíbrio foi a chave.

No setor 1, Gasly ganhou tempo precioso nas curvas de Curva Grande e della Roggia, onde a confiança nos freios e a capacidade de usar as zebras fazem toda a diferença. Ele não errou uma freada sequer. No setor 2, o trecho das Lesmo, o francês conseguiu manter a velocidade mínima alta, algo que castigou vários concorrentes. E no setor 3, com o DRS aberto na reta principal, ele apenas administrou a vantagem.

A comparação com o companheiro de equipe e com os rivais diretos mostra o quão redonda foi a volta. Russell, da Mercedes, ficou a 0s060, e Piastri, da McLaren, a 0s180. A diferença é mínima, mas no Q3, mínimos detalhes separam a pole da segunda fila. A Alpine usou o vácuo de forma inteligente, mas não dependeu dele. Gasly teve a coragem de abrir a volta quando os outros hesitaram.

Curiosamente, Russell foi o único a usar pneus médios no Q2, avançando em sétimo, o que mostra que a Mercedes pensava na corrida antes da hora. Gasly, não. Ele foi para o tudo ou nada no Q3, com pneus macios novos, e o resultado foi a volta da sua vida. Pois é, às vezes a ousadia compensa.

3. O quase: Bortoleto fica a 0s001 do Q3 e surpreende no grid

Se Gasly foi o herói da classificação, Gabriel Bortoleto foi o coadjuvante de luxo. O brasileiro da Sauber ficou a míseros 0s001 de avançar ao Q3, sendo eliminado em 11º no Q2. Mas a história não termina aí. Com a punição de Andrea Kimi Antonelli por troca de motor, Bortoleto herda a 10ª posição no grid de largada.

Para um carro que briga no fundo do pelotão, essa classificação é um feito e tanto. Bortoleto avançou ao Q2 com o 12º tempo no Q1, mostrando consistência, e no Q2 foi até o limite. O quase foi doloroso, mas o resultado prático é excelente: largar em 10º em Monza, um circuito onde ultrapassar é possível, mas onde a posição na pista ainda vale ouro.

A performance do brasileiro acende um alerta positivo na Sauber. Se o carro responder bem em ritmo de corrida, um top 8 não é utopia. E para o campeonato do brasileiro, que briga para se firmar na F1, uma classificação dessas vale mais do que qualquer treino livre. Nas redes sociais, a comoção foi imediata. Torcedores e imprensa especializada destacaram o quanto Bortoleto está extraindo o máximo de um equipamento limitado. E olha que o grid deste ano está cheio de surpresas, como o levantamento recente sobre as maiores torcidas do Brasil mostra que a paixão pelo esporte segue viva em várias frentes.

4. Grid de largada completo do GP da Itália e as estratégias de corrida

Com as punições aplicadas, o grid de largada do GP da Itália ficou assim:

  1. Pierre Gasly (Alpine)
  2. George Russell (Mercedes)
  3. Oscar Piastri (McLaren)
  4. Charles Leclerc (Ferrari)
  5. Lewis Hamilton (Ferrari)
  6. Max Verstappen (Red Bull)
  7. Franco Colapinto (Racing Bulls)
  8. Lando Norris (McLaren)
  9. Arvid Lindblad (Racing Bulls)
  10. Gabriel Bortoleto (Sauber)

Antonelli, Albon e Lawson perderam posições por trocas de motor. E Piastri ainda será investigado por atrapalhar Lawson no Q2, o que pode reordenar o grid mais uma vez antes da largada. Ou seja, ainda pode ter surpresa aí.

Para a corrida, a estratégia deve ser variada. A degradação de pneus em Monza costuma ser alta, e o undercut deve ser a arma preferida. Quem largar com médios pode tentar esticar o primeiro stint e mirar uma janela de pit stop mais tarde. Os carros de alta velocidade de reta, como a própria Alpine e a Ferrari, tendem a se beneficiar em ultrapassagens. Mas o safety car é sempre uma ameaça em Monza, e qualquer erro de estratégia pode custar caro. Quem quiser se aprofundar em como funciona a dinâmica de um campeonato como esse, vale conferir o guia completo do Brasileirão para entender as semelhanças e diferenças entre as disputas.

5. Por que essa pole reacende o debate sobre a competitividade da F1 2026

A pole de Gasly não é apenas uma boa notícia para a Alpine. É um sinal de que o regulamento de 2026 pode estar funcionando. A diferença de 0s060 para a Mercedes e de 0s180 para a McLaren mostra um grid muito mais apertado do que nas temporadas anteriores. E quando uma equipe média consegue se destacar dessa forma, o espetáculo agradece.

A Alpine evoluiu ao longo da temporada de forma silenciosa, mas consistente. O carro de 2026 nasceu com problemas, mas a equipe foi corrigindo as deficiências corrida após corrida. E Monza, com suas características únicas, expôs a força do pacote. Não é coincidência: a equipe de Enstone tem tradição em circuitos de baixa carga aerodinâmica. Para quem gosta de análise tática, os confrontos das oitavas de final da Copa do Mundo 2026 mostram como a preparação detalhada faz diferença em qualquer esporte, e aqui não é diferente.

A F1 2026 prometia embaralhar as cartas, e o que vemos é um grid onde Alpine, Sauber e Racing Bulls conseguem, sim, sonhar com resultados grandes. Isso é ótimo para o campeonato de construtores, que ganha mais protagonistas, e para os pilotos, que sabem que uma volta perfeita pode mudar o destino de um fim de semana. A cobertura especializada, como a da TV Copa, tem destacado justamente esse novo equilibro de forças.

A briga pelo título segue viva, mas a narrativa de 2026 ganha novos capítulos a cada corrida. E neste domingo, em Monza, Gasly tem a chance de escrever o mais bonito deles. A pole já é histórica. A vitória seria lendária.

Perguntas frequentes

Gasly já tinha feito uma pole na carreira antes de Monza 2026? Não. Essa foi a primeira pole position da carreira de Pierre Gasly, que esperou 190 GPs para alcançar o feito.

Qual foi a diferença de tempo entre Gasly e Russell no Q3? Gasly cravou 1m21s786, enquanto George Russell ficou a 0s060. Oscar Piastri foi o terceiro, a 0s180.

Gabriel Bortoleto realmente foi eliminado por 0s001? Sim. Bortoleto ficou em 11º no Q2, eliminado por apenas 0s001. Com as punições de outros pilotos, ele larga em 10º.

Por que Antonelli, Albon e Lawson perderam posições no grid? Os três pilotos foram punidos por trocas de motor, o que reordenou o grid de largada.

A pole de Gasly é a primeira da Alpine na história? Sim. A Alpine nunca tinha conquistado uma pole position na F1 antes deste GP da Itália.


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