A notícia caiu como uma bomba no Ninho do Urubu: Wesley, a grande aposta para a lateral esquerda da Seleção Brasileira, se machucou e está fora dos próximos compromissos. Mais uma vez, a comissão técnica vai ter que quebrar a cabeça para encontrar um nome para a posição. E, se você acha que isso é só um azar do momento, está enganado. O problema da lateral esquerda na Seleção já virou crônico, uma verdadeira novela que se repete a cada ciclo de Copa do Mundo.
Não é exagero. Desde 2018, a gente vê a mesma dificuldade: falta de renovação, lesões em momentos cruciais e aquela sensação de que ninguém se firma de verdade. A questão não é só sobre quem vai jogar agora, mas sobre um erro de planejamento que vem de anos. Vamos puxar pela memória e entender como chegamos a esse ponto, comparando os cenários de 2018, 2022 e o que nos espera para 2026. Quer saber como o Brasil lidou com isso na última Copa? Dá uma olhada na polêmica sobre a CBF que vetou cena de documentário da Seleção Brasileira — será que foi censura ou estratégia?
O cenário em 2018: o fim de uma era
Em 2018, a lateral esquerda da Seleção parecia um luxo. Tínhamos Marcelo e Filipe Luís, dois monstros sagrados que disputavam a posição. O problema? Ambos já passavam dos 30 anos. A dupla era de altíssimo nível, mas aí que mora o perigo: a CBF e a comissão técnica de Tite não conseguiram fazer a transição de forma gradual.
Lá atrás, as opções para o futuro imediato eram Alex Telles e, pasmem, Emerson Royal, um lateral direito de origem. Cadê o jovem sendo preparado? Cadê o cara com 23, 24 anos ganhando minutagem em amistosos? Não teve. A saída de Tite deixou um legado de não ter renovado a posição. A gente foi para a Copa de 2018 com dois laterais de elite, mas sem um plano B de longo prazo. Quando eles saíssem, o buraco apareceria.
2022: a crise se instala
E o buraco apareceu com força total em 2022. Para a Copa do Catar, o cenário era desolador. O titular era Alex Sandro, que já não vivia seu melhor momento. E a solução para a lateral esquerda da seleção em 2022 foi improvisar Danilo, um lateral direito, na esquerda. Isso mesmo: um dos melhores jogadores do mundo na direita foi deslocado de função para tampar um rombo.
Lesões de Alex Telles e a falta de convocações consistentes para jovens promessas como Renan Lodi (que chegou a ser convocado, mas caiu de rendimento) e Guilherme Arana (que se machucou antes da Copa) mostraram a fragilidade do planejamento. O resultado foi uma improvisação que custou entrosamento e limitou as opções ofensivas do time. A crise já estava escancarada.
2023-2024: o agravamento com Wesley e novas lesões
Agora, em 2023 e 2024, a esperança se concentrava em Wesley, do Flamengo. Jovem, rápido, com potencial ofensivo. Ele apareceu como uma luz no fim do túnel. Mas, como num roteiro repetitivo, a lesão o tirou de cena. A notícia da lesão de Wesley na seleção é mais um capítulo dessa novela.
Os outros nomes? Ayrton Lucas é esforçado, mas não tem o mesmo nível de consistência. Caio Henrique, do Monaco, é uma boa opção, mas ainda não se firmou com a amarelinha. E aí, mais uma vez, a improvisação de laterais direitos na esquerda volta à tona. A falta de regularidade e a pouca exposição internacional dos candidatos (jogando em ligas de menor expressão ou sem minutagem em alto nível) só agravam o cenário. Para quem quer ver como a comissão técnica está lidando com isso, vale conferir a escalação do Brasil contra o Egito, onde Ancelotti testou 5 mudanças e preparou o time para a estreia na Copa.
Análise tática: por que a lateral esquerda é tão problemática?
Para entender a crise na lateral esquerda do Brasil, é preciso olhar para o outro lado. Na lateral direita, a Seleção respira aliviada. Temos Danilo, Militão (que pode jogar ali), e agora Yan Couto surgindo. São várias opções de alto nível. Por que a diferença?
Primeiro, há uma escassez global de laterais esquerdos de alto nível. É uma posição mais difícil de encontrar no futebol mundial. No Brasil, a formação de jogadores para essa função parece ter ficado para trás. Os clubes priorizam a formação de atacantes e meias, e a lateral acaba sendo uma posição "secundária". Quer ver como a base está se saindo? Dá uma passada na análise tática dos novos atacantes da Seleção Brasileira para 2026: Endrick, Rayan e Igor Thiago mostram que o Brasil ainda produz talento, mas na frente.
Segundo, o estilo de jogo da Seleção exige muito do lateral. Ele precisa ser ofensivo, apoiar o ataque, cruzar bem, mas também ter solidez defensiva para não ser exposto. Encontrar esse equilíbrio é raro. A improvisação de laterais direitos na esquerda (como foi feito com Danilo) pode até dar segurança defensiva, mas mata a capacidade de criação pelas pontas.
O que esperar para 2026?
Olhando para 2026, o cenário ainda é nebuloso. Os candidatos atuais são Ayrton Lucas, Caio Henrique, Renan Lodi (que precisa reencontrar o bom futebol) e a esperança da volta de Wesley após a recuperação. A grande questão é: quem vai receber a confiança e a minutagem necessária para chegar à Copa como titular?
A CBF precisa, urgentemente, dar oportunidade em amistosos e nas Eliminatórias para que um nome se firme. Não adianta ficar trocando a cada convocação. É preciso escolher um, dar sequência e construir entrosamento. A improvisação de zagueiros ou volantes pode ser uma solução de emergência, mas não pode ser o plano principal.
Conclusão: planejamento é a chave
A crise na lateral esquerda não é passageira. É estrutural. É fruto de anos de falta de planejamento, de não ter olhado para a base, de não ter promovido jovens com consistência. A lesão de Wesley é um sintoma de um problema maior.
As lições são claras: a CBF precisa monitorar jovens talentos desde cedo, promover amistosos para testar e dar confiança, e não depender de improvisações de última hora. A lateral esquerda precisa ser tratada como prioridade máxima para 2026. Do contrário, vamos continuar vendo o mesmo filme, com o mesmo final frustrante.
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Perguntas frequentes
Quem foi o lateral esquerda titular da Seleção em 2018?
Em 2018, a disputa era entre Marcelo e Filipe Luís. Marcelo começou a Copa como titular, mas Filipe Luís também jogou. Ambos eram de alto nível, mas já estavam no fim de suas carreiras na Seleção.
Por que a lateral esquerda da Seleção é um problema?
O problema é a falta de renovação e planejamento. Após a saída de Marcelo e Filipe Luís, não houve uma transição gradual. Jovens não foram preparados com antecedência, e as opções atuais sofrem com lesões, falta de regularidade e improvisações constantes.
Quem são os candidatos a lateral esquerda para 2026?
Os principais nomes no momento são: Ayrton Lucas (Flamengo), Caio Henrique (Monaco), Renan Lodi (Al-Hilal) e Wesley (Flamengo), que se recupera de lesão. A indefinição é grande, e ninguém se firmou como titular absoluto.
Wesley se machucou? Como isso afeta a Seleção?
Sim, Wesley sofreu uma lesão que o tirou dos compromissos da Seleção. Isso é mais um baque para a posição, já que ele era uma das principais apostas para 2026. A lesão atrasa seu desenvolvimento e obriga a comissão técnica a buscar outras alternativas.
A improvisação de laterais direitos na esquerda é uma solução?
É uma solução de emergência, mas não a ideal. Jogadores como Danilo podem até dar segurança defensiva, mas perdem-se em capacidade de ataque e profundidade. A improvisação limita o estilo de jogo e não resolve o problema a longo prazo.
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